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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Atacando o problema

            O grande mestre e o guardião dividiram a administração de um mosteiro.Certo dia,o guardião morreu e foi preciso substituí-lo.O grande mestre reuniu todos os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado.
            -Vou apresentar-lhes um problema- disse o grande mestre- Aquele que o resolver primeiro será o novo guardião do templo.
           Terminado o seu curtíssimo discurso,colocou um banquinho no meio da sala.Em cima estava um caso de porcelana caríssimo,com uma rosa vermelha a enfeitá-lo.
          -Eis o problema- disse o grande mestre.
           Os discípulos contemplavam,perplexos,o que viam: os desenhos sofisticados e raros da porcelana, a frescura e a elegância da flor.O que representava aquilo?O que fazer?Qual seria o enigma?Depois de alguns minutos,um dos discípulos levantou-se,olhou o mestre e os alunos à sua volta.Depois,caminhou relutante até o vaso e atirou-o no chão,destruindo-o.
         -Você é o novo guardião -disse o grande mestre ao aluno.
          Assim que ele voltou ao lugar,explicou:
         -Eu fui bem claro:disse que vocês estavam diante de um problema.Não importa o quão belo e fascinante o problema seja;ele tem de ser eliminado.Um problema é um problema;pode ser um vaso de porcelana muito raro,um lindo amor que já não faz mais sentido,um caminho que precisa ser abandonado,mas que insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto.Só existe uma maneira de lidar com o problema:atacando-o de frente.Nessas horas,não se pode ter piedade nem ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo.
   

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Quanto você vale?



 Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse:

 Sinto muito, meu jovem, mas não posso te ajudar. Devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.

E fazendo uma pausa, falou:

 Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois, talvez possa te ajudar.

 C...claro, professor - gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu mestre. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto dizendo:

 Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o preço pretendido era informado. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a joia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e podendo receber ajuda e conselhos. Entrou na casa e disse:

 Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

 Importante o que disse, meu jovem - contestou sorridente o mestre. – Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O artesão examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse:

 Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

O jovem, surpreso, exclamou:

 58 MOEDAS DE OURO!!!

 Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado para a casa do professor para contar o que ocorreu.

 Sente-se, disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:

 Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

 Todos nós somos como esta joia. Valiosos e únicos, andando pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Uma Lição de Vida

Oi gente! Me perdoem por nunca mais ter postado nada...é que ultimamente tem sido um pouco complicado...maaas estou de volta com um lindo vídeo que eu encontrei!Esse vídeo me fez chorar muito!Uma linda história...é realmente impossível não chorar... :')     Essa é uma verdadeira lição de vida...por favor vejam e comentem aqui embaixo falando a sua opnião e eu também quero saber se você chorou ou não...hehe... sou curiosa!!    =)



    

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O que é um sábio?

O abade soube que perto do mosteiro havia um sábio foi procura-lo e perguntou:
- Se hoje você encontra-se uma bela mulher na sua cama, conseguiria pensar que não era uma mulher?
 Não – respondeu o eremita – mas conseguiria me controlar.
O abade continuou:
- E se descobrisse moedas de ouro em seu caminho, conseguiria ver esse ouro como se fossem pedras.
 Não. Mas conseguiria me controlar para deixa-las onde estavam.
- E se você fosse procurado por dois irmãos, um que o odeia e outro que o ama. Conseguiria achar que os dois são iguais.
Com tranqüilidade ele respondeu.
 Mesmo sofrendo eu trataria o que me odeia da mesma maneira que trataria o que me ama.
Naquela noite, ao voltar para o mosteiro o abade falou aos seus noviços:
- Vou lhes explicar o que é um sábio:
É aquele que, em vez de matar suas paixões, consegue controla-las.

sábado, 21 de julho de 2012

O "bobo".


Conta-se que numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o "idiota" da aldeia, um sujeito que vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles o chamavam ao bar, onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de 400 réis e outra menor, de dois mil réis.
Ele sempre escolhia a maior, mas menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia um dos membros do grupo, com pena dele, chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
"Eu sei" - respondeu o não tão tolo assim - "ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda."
É, pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa:
A primeira: quem parece idiota, nem sempre é.
Dito em forma de pergunta: quais eram os verdadeiros tolos da história?
Outra: se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é a percepção de que podemos estar bem
mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cenoura,Ovo ou Café?

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela.
Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater.
Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele.
Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto.
Logo as panelas começaram a ferver.
Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.
Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela.
Retirou os ovos e os colocou em uma tigela.
Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.
Virando-se para ela, perguntou: "Querida, o que você está vendo? "
"Cenouras, ovos e café" ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
Ela perguntou humildemente: "O que isto significa, pai? "
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.
Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.
O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente , ele havia mudado a água.
"Qual deles é você? " ele perguntou a sua filha.
"Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café? "
 E você?
Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força?
Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável? Você teria um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um divórcio ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro? Sua casca parece  ser a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito, inflexíveis?
Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.
Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.
Como você lida com a adversidade?

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Os três últimos desejos de Alexandre ,o Grande


Quando à beira da morte, Alexandre convoca seus generais e seu escriba e relata a estes seus três últimos desejos:

1 - Que seu caixão seja transportado pelas mãos dos mais reputados médicos da época;

2 - Que seja espalhado no caminho até seu túmulo, seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas... );

3 - Que suas duas mãos sejam deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, pergunta a Alexandre a razão destes. Alexandre explica então:

1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão, para mostrar aos presentes que médicos não têm poder de cura nenhum perante a morte;

2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento, para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos, de mãos vazias partimos.




 Quem foi Alexandre ,o Grande ?